BRASILEIRAS DESENHADAS – 03

Aizita Nascimento

Foi a primeira miss negra do país. Levou toda a sua beleza para o Miss Guanabara de 1963 porém, amargou apenas o 6º lugar. Saiu do palco com o coro de um público indignado com o resultado e que gritava “Queremos a mulata! Queremos a mulata! Queremos a mulata!”. Sua participação na premiação abriu um precedente importantíssimo na exaltação e valorização da beleza e auto-estima da mulher negra.


Helô Pinheiro

É uma modelo, empresária e apresentadora brasileira, célebre por ter sido a musa inspiradora de Tom Jobim e Vinicius de Moraes para a canção que projetou a MPB internacionalmente: Garota de Ipanema.


Mônica

Ela foi criada em 1960 por Maurício de Souza, e desde lá o principal personagem dos quadrinhos brasileiros sempre foi uma mulher. A Turma da Mônica tem gibis e outros produtos licenciados em 40 países e com 14 idiomas. Dá-lhe baixinha!


As meninas do basquete

Em 1994, no Mundial da Austrália, o Brasil treinado por Miguel Ângelo da Luz, tinha em seu time jogadoras com Janeth, Paula e Hortência e conquistou o primeiro (e até hoje o único) título mundial da modalidade, as vitórias sobre os Estados Unidos por 110 a 107 na semifinal e sobre a China por 96 a 87 na decisão valeram a medalha de ouro para o Brasil.


Shirley Mallmann

É uma modelo brasileira. Foi a primeira grande top model do Brasil, abrindo caminho para as modelos brasileiras no exterior. Antes de se tornar modelo, Shirley trabalhava como operária em uma fábrica de sapatos.

Brasileiras Desenhadas – 02

ZEZé Motta

É uma atriz e cantora brasileira. O ápice de sua carreira chegou em 1976, quando deu vida à icônica Xica da Silva, que elevou a sua carreira ao patamar internacional.


Carmen Miranda (1909 – 1955)

Foi uma cantora e atriz portuguesa radicada no Brasil. Sua carreira artística transcorreu no Brasil e Estados Unidos. Ela também se tornou a primeira sul-americana a ser homenageada com uma estrela na Calçada da Fama.


Júlia da Silva Bruhns (1851 – 1923)

Foi uma escritora brasileira, mãe de Thomas Mann, ganhador do Prêmio Nobel da Literatura, e do também escritor Heinrich Mann. “A infância tropical na cidade colonial de Paraty, cercada pela pujança da mata, as amas negras e as frutas tropicais, seria depois trocada pelas ruelas sombrias da antiga Lübeck no norte da Alemanha.”


Teresa Cristina das Duas Sicílias

Apelidada de “Mãe dos Brasileiros” foi a esposa do imperador D. Pedro II. Ela ajudou na imigração italiana para o Brasil.


Dandara

Foi uma guerreira negra do período colonial do Brasil, esposa de Zumbi dos Palmares. Descrita como uma heroína, Dandara dominava técnicas da capoeira e teria lutado ao lado de homens e mulheres nas muitas batalhas consequentes a ataques a Palmares. Usei como referência uma mini série onde Zezé Motta vive a personagem.

Brasileiras Desenhadas – 01

Certo dia minha esposa me disse que eu desenhava muito mal as mulheres. O problema era a mania dos tempos de criança, de copiar os quadrinhos de super heróis. Tenho vários cadernos cheios de homens musculosos, monstros e raríssimas personagens femininas.

Decidi corrigir esse erro e desenhá-las, com todo respeito que merecem.

Foi então que a cerca de um mês, comecei a desenhar uma série de ilustrações para homenagear as mulheres brasileiras. E assim, valorizar a parte mais charmosa de nossa história.

Anita Garibaldi (1821-1849)

A “Heroína dos Dois Mundos”. Recebeu esse título por ter participado no Brasil e na Itália, ao lado de seu marido Giuseppe Garibaldi, de diversas batalhas. Lutou na Revolução Farroupilha (Guerra dos Farrapos), na Batalha dos Curitibanos e na Batalha de Gianicolo, na Itália.

“Não tenha medo de viver, de correr atrás dos sonhos. Tenha medo de ficar parado.”


Princesa Isabel (1846 -1921)

Apelidada de “a Redentora”, Isabel era filha do imperador Pedro II e sua esposa a imperatriz Teresa Cristina das Duas Sicílias. Como a herdeira presuntiva do Império do Brasil, ela recebeu o título de Princesa Imperial.Princesa Isabel promoveu a abolição da escravidão e acabou assinando a Lei Áurea em 1888.


Maria Quitéria de Jesus (1792–1853)

Foi uma militar brasileira, heroína da Guerra da Independência. Foi a primeira mulher a assentar praça em uma unidade militar das Forças Armadas Brasileiras e a primeira mulher a entrar em combate pelo Brasil, em 1823. Em vários livros de História ela é descrita como a “Joana D’Arc brasileira”.


Maria Esther Bueno

É uma ex-tenista brasileira. Em 1960, ela entrou para a história ao ser a primeira mulher a ganhar os 4 Grand Slams jogando em duplas num mesmo ano. Seu nome está no Livro dos Recordes: A final do US Open de 1964, contra a americana Carole Caldwell Graebner, Maria Esther venceu a partida em apenas 19 minutos.

“Imagine eu, uma adolescente, ganhando em Wimbledon. Imagine a minha responsabilidade, o quanto eu fui solicitada. Isso mexeu comigo, uma pessoa quieta, discreta.”


Clarice Lispector (1920 – 1977)

Foi uma escritora e jornalista nascida na Ucrânia e naturalizada brasileira. Ela é considerada uma das escritoras brasileiras mais importantes do século XX e a maior escritora judía desde Franz Kafka.

“Toda mulher leva um sorriso no rosto e mil segredos no coração.”

Dia Internacional da Mulher

Hoje é o Dia Internacional da Mulher e minha homenagem vai para as primeiras mulheres americanas tanto do sul quanto do norte, as mulheres indígenas. Elas são fortes, são corajosas e se nós as tivéssemos escutado, nosso planeta estaria certamente em melhor estado.

Esta é a personagem principal de um novo projeto que eu estou trabalhando.

Eu descobri recentemente que o nome do rio Amazonas também está ligado a  mulheres fortes. O primeiro europeu a explorar a Amazônia, em 1541, foi o soldado espanhol Francisco de Orellana, que deu o nome ao rio depois de relatar batalhas armadas com tribos de guerreiras, que ele as comparou as amazonas da mitologia grega.

Como a facilitação gráfica me ajudou a me tornar um ilustrador melhor

Grande parte do meu trabalho como ilustrador é dedicado a facilitação gráfica.  Sou também um dos sócios da Visual Scribing, uma das principais empresas de facilitação gráfica de Londres.

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Facilitação gráfica ou “graphic facilitation” transforma conteúdo complexo e muitas vezes abstrato, em ilustrações fáceis de entender. E tudo feito em tempo real.

Por natureza, os seres humanos são “visual learners”. Basicamente, somos muito mais propensos a lembrar e entender coisas, se as vemos. Ao unir imagens e palavras, a facilitação gráfica estimula nosso lado emocional / criativo, bem como o lado mais racional de nossos cérebros.

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A dinâmica na criação dos desenhos aumentou a velocidade com que crio minhas ilustrações. O imediatismo do processo me força a buscar a perfeição já na primeira linha, pois não tenho tempo para fazer de novo. Na maioria das vezes desenho com a caneta direto no papel, então não tem como apagar. 100% focado e sem medo de errar.

Facilitação gráfica se tornou uma ferramenta muito popular em palestras e workshops por aqui. Acabo conhecendo muitas pessoas e empresas dos mais variados backgrounds. De mercado financeiro à medicina veterinária, já ilustrei de tudo. E diversidade tem sido fundamental no desenvolvimento da minha carreira como comunicador visual.

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Facilitação gráfica tornou me tornou um ilustrador muito mais ágil, meu estilo se tornou mais simples e eficaz, e ganhei uma enorme autoconfiança na hora de encarar a folha em branco.

Se vocês quiserem conhecer mais, o site da Visual Scribing é esse aqui:
www.visualscribing.com